domingo, 31 de março de 2013



1 - O Professor, o aluno, o giz, a lousa e a tecnologia
1.1 - .O Ensino na sala de aula
"Os alunos dos tempos atuais, independente da camada sócio-econômica a que pertençam, estão acostumados à velocidade das informações, dos gráficos, das artes animadas e outros recursos tecnológicos utilizados pelas programações audiovisuais que visam facilitar a compreensão das notícias, a informação dinâmica, sintética e rápida que não favorecem a reflexão crítica mais demorada. Ao entrar na sala-de-aula, via de regra, os alunos encontram professores que só dispõem de giz, lousa e verbalização para transmitir o saber historicamente acumulado que precisa ser apreendido e apropriado pelos estudantes. O choque é instantâneo. Esta distância entre a dinâmica do mundo atual e a forma tradicional de ensino gera desinteresse, desmotivação e conseqüentemente dificuldade e morosidade no processo de aprendizagem por parte do aluno." (1)
Soa o sinal. Os alunos, em fila, entram na sala. Nas paredes, grandes esquadros, compasso para giz, uma régua de cento e cinqüenta centímetros. As carteiras, duplas, acomodam cadernos, livros e demais materiais. O professor, solene conhecedor de tudo, confere a presença. Discorre sobre o conteúdo do dia e escreve a matéria na lousa. Inicia a explicação do tema de hoje, isolado do mundo. A relação entre seu conteúdo e fatos extra-classe não requer atenção.
Entre copiar e dar atenção ao professor o aluno tenta acompanhar e entender, temendo a sabatina e a palmatória.
Ao final da aula, o dever de casa. A preocupação maior: concluir a tarefa. O aprendizado fica em segundo plano.
Em primeiro momento, parece-nos um filme retratando uma sala de aula inglesa do século passado.
Com a evolução do ensino muitas ações educativas foram abolidas, como a palmatória, Outras foram transformadas, como a sabatina. Novos processos foram adotados.
"O Educador precisa estar à altura de seu tempo." (2)
Os "administradores educativos" procuraram adotar novos conceitos na forma de ensinar. Percebeu-se a importância em contextualizar o conteúdo procurando maior rendimento no aprendizado. O uso da oratória, lousa e giz deixaram de ser os únicos recursos em sala de aula. Passou-se a buscar formas para permitir visualizar os exemplos. Uma nova fase veio agregar à aula recursos para auxiliar o professor. O livro, com sua importância até hoje e por muito tempo destacada, ganhou companheiros: o Globo terrestre, o mapa e outros auxiliares. Com o avanço da tecnologia surgem os acetatos e os retroprojetores. As transparências passam a auxiliar na construção do conhecimento, oferecendo apresentações projetadas, preparadas com calma e antecedência, substituindo a lousa em alguns tópicos.
Lentamente o projetor de slides entrou como auxiliar ao professor de geografia, ganhando espaço para as demais aulas.
Recursos audiovisuais passaram a ser apoio fundamental para as aulas em classe. O videocassete, o computador e a multimídia vem contribuir com os recursos que tornam uma aula mais interessante.

1 - BALAN, Willians Cerozzi, Comunicação Núcleo de Pesquisa e Produção em Multimeios para a Educação: uma ferramenta necessária na era do conhecimento, apresentada no Simpósio Tecnologias da Informação e da Comunicação em Educação à Distância, Rio de Janeiro, Agosto/97.
2 - Paulo Freire. Entrevista concedida à repórter Amália Rocha da TV Cultura, em 1993, (gravada em vídeo).

domingo, 24 de março de 2013

PLANO DE DISCIPLINA





EMENTA

A proposta dos círculos de leitura é criar momentos no cotidiano escolar em que todos param para ler e depois comentam a leitura com os colegas que leram o mesmo livro e posteriormente com toda a sala, entregando à sociedade futuros leitores capazes de criticar, refletir e expor sua opinião em meio em que vive.


           
OBJETIVOS

  • Despertar e Incentivar as crianças pelo prazer da leitura
  • Criar o hábito pela leitura;
  • Trabalhar a oralidade e escrita;
  • Analisar gêneros textuais



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


  • Apresentação do livro valorizar a leitura como uma fonte de prazer e entretenimento.
  • Interesse por compartilhar opiniões, ideias e preferências acerca dos livros lidos. 
  • Desenvolver procedimentos do leitor, como estabelecer relações entre o livro que se está lendo e outros livros conhecidos ou acontecimentos vividos, selecionar passagens preferidas, pensar em outros desfechos possíveis, levantar hipóteses para explicar a motivação por traz de atos dos personagens etc.



METODOLOGIA


· Leitura coletiva
· Confronto das opiniões sobre a leitura
· Atividades lúdicas abordando as questões tratadas no paradidático
· Criação de painéis com imagem e temas expostos no livro
·Ilustração de trechos que mais gostou no livro


AVALIAÇÃO

Observar e acompanhar o desenvolvimento através das atividades propostas em sala de aula.



BIBLIOGRAFIA




CRONOGRAMA
FEVEREIRO
MARÇO

Apresentação da ideia de trabalhar com círculos de leitura, trazendo crianças ou adultos leitores para dar um depoimento sobre seus livros preferidos.
Flexibilização para deficiente visual
Marcar o início dessa atividade com um som (o toque de um sino, por exemplo) para ritualizar e facilitar a antecipação do aluno.



Providenciar uma ampla gama de bons livros e convide as crianças a escolher um livro que desejam ler. Com base nessas escolhas, forme grupos de quatro ou cinco crianças que queiram ler o mesmo título. Isso levará alguns minutos de negociação.
Flexibilização para deficiente visual
O aluno, conforme seu domínio do braile pode ler apenas o título dos livros em braile e escolher um para ouvir, utilizando fone de ouvido e fazendo parte de um grupo.
ABRIL
MAIO

Discutir coletivamente o que as crianças acham que vale a pena anotar, retomando o depoimento do leitor que elas tiveram a oportunidade de ouvir, registrar as ideias das crianças e, se necessário, chamar a atenção para outras possibilidades (sentimentos, relações, palavras sobre as quais se tem dúvida, trechos que se deseja guardar, questionamentos, comentários, relações entre a história e a vida delas; perguntas que vierem à mente; como imaginam determinada cena; técnicas do autor, boas ideias ao longo da escrita; palavras interessantes etc.).
Flexibilização para deficiente visual
Organizar o espaço da atividade, peça que um colega o conduza até lá e explique, individualmente, o que será feito nessa atividade.

Pedir que o grupo combine a leitura do trecho inicial (que possa ser lido em 20 ou 30 minutos).
Quando todos terminarem a leitura e fizerem suas anotações, convide os grupos a conversar sobre o que leram, compartilhando suas anotações (por dez a 15 minutos).
Flexibilização para deficiente visual
Organizar um grupo que favoreça sua participação oral. Para que ele perceba qual colega do grupo está falando e tenha sua vez de participar, dê-lhe um objeto que simbolize um microfone, aquele que estiver falando o utiliza e eles vão lhe avisando quem está com o microfone.
Durante as conversações, visite cada um dos grupos, como um observador. Anotar exemplos e comentários para compartilhar na discussão geral.
JUNHO


Terminado esse momento de troca intergrupos, organizar a sala num grupo só e fale sobre os livros. Pedir que cada grupo dê um exemplo, conte algo interessante que foi compartilhado durante a conversa após a leitura. Depois refletir com as crianças sobre o processo de conversar a respeito da leitura, listando os procedimentos que ajudaram a discussão. Organizar essas informações num cartaz.
























sábado, 23 de março de 2013

Aula do professor

Estamos aqui com o professor Fernando com a ilustre presença do Coordenador Luís. Parabéns VOVÔ